ODE AO AMOR



ODE AO AMOR

Ah... o amor... ! O amor é esse inefável sentimento, estado de espírito ou, talvez, de obssessão que se assenhora de qualquer de nós, sem  pedido de licença ou autorização, passando, de logo,  a demonstrar a sua presença naqueles por ele possuídos, pelas gozosas fantasias que os acorrem.   

Eles, sem sentir o passar do tempo sucumbem, subjugando-se, prazerosamente, ante a felicidade e o colorido da vida sob esse prisma, supondo-a eterna.

Sentem-se poderosos, cheios de intrépida coragem, desprezam os perigos, acham-se liberados de todos os preceitos e preconceitos, voam, mesmo enquanto agrilhoados,  andam sem tocar os pés no chão,  enxergam o invisível, tocam o intocável e, sem serem poetas, exaltam o ser amado em versos que, de igual sorte que as Cartas de Amor - ditas por Fernando Pessoa - podem, muito bem, ser ridículos.


VOCÊ

Você é a musa das musas
a inspirar meu carinho.
É como a doçura das uvas
a transformar-se em bom vinho


BELEZA

Tu tens a beleza
em ti encarnada,
na pele morena,
no olhar altaneiro,
na boca pequena
e no andar faceiro

Tu tens a beleza
em ti ajustada,
no pisar macio,
com porte maneiro,
qual bicho no cio,
com jeito brejeiro.

Tu tens da beleza
em ti a morada.
Tu és a beleza,
minha bela amada.


QUEM È

Quem é como o canto bonito
da brisa soprando o mar
e é bela como um mito
docemente a me encantar?

Que, é como todas as flores
a meu jardim perfumar
e cede doces sabores
aos frutos do meu pomar?

È você mulher amada,
que sempre haverá de ser
minha doce namorada.

                              
ME LEMBRA

Uma rosa - sua face
 Muitas flores - seu perfume
 As folhagens - seu disfarce

Manhã de sol - seu despertar
A solidão - seu dormir
Sol da manhã - Seu olhar

Um abraço - seu calor
A paz - seu aconchego
O céu - é o seu amor