O CORPO DA MULHER AMADA
O corpo da mulher amada
resplandece a luz
que clareia o inefável
Nele não há defeitos
por mais que existam
e habita a doce magia
da paz que concita à luta e
do calor que deleita
do calor que deleita
com frescor que aquece.
Nele há algo divino
que subjuga poderes,
que colhe prazeres,
que desgasta e que restaura
Ele é juventude para os velhos,
aconchego para os deuses,
pecado para os insanos e
refúgio para os disfarçados.
Ele é, em fim, tudo, tudo e mais,
é o abrigo do pejo e do desejo,
guarida de todos os paradoxos